Palestra ministrada na escola Pólo Infantil em 23 de Novembro 2010 sobre "Atividades que os Pais Podem Realizar em Casa para Aprimorar/Acompanhar o Desenvolvimento Motor do Bebê"
Divirtam-se!!!
domingo, 28 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Etapas do Desenvolvimento Motor - Primeiro Ano de vida!
A postura do recém nascido é a flexão fisiológica. Predomina a assimetria. É capaz de virar a cabeça para ambas as direções. Em decúbito ventral ele é capaz de virar a cabeça para liberar as vias aéreas. A cabeça do recém nascido cai completamente para trás. A criança recém-nascida move os braços, as pernas e o corpo inteiro ao mesmo tempo (movimento em bloco) porque não pode ainda diferenciar os movimentos separados. Objetos que se movem na linha visual são percebidos e já fixados por pouco tempo. Os olhos acompanham junto com a cabeça à estimulação por um objeto, ou pelo rosto da mãe, até a linha média.
Segundo Mês:
Deitadinha a criança ainda apresenta predomínio de flexão, mas realiza uma extensão melhor. O corpo já está simétrico. Na posição ventral já pode estender o tórax A cabeça levanta-se por curtos intervalos, ainda ligeiramente oscilando, mas não além dos 45º.Quando puxada para sentar, a cabeça ainda oscila, mas ela orienta-se para a posição ereta mais estável. Objetos que se movem são percebidos e fixados na linha visual. Os olhos param até que o objeto saia do campo visual.
Terceiro Mês:
A criança pode virar-se para os dois lados, não mais em bloco, mas já com certa rotação. A cabeça pode ser mantida na linha média, mas se coloca, freqüentemente, para um dos lados. As mãos podem ser trazidas para a linha média. Ela já brinca com as mãos e pode segurar objetos, levando-os à boca. Na posição ventral, ergue a cabeça a 45º e o apoio sobre os antebraços ainda não é estável.
A criança já colabora quando se quer levantá-la da posição dorsal. A cabeça já acompanha bem, mas ainda oscila um pouco. Os movimentos dos olhos e cabeça já são, muitas vezes, simultâneos e coordenados.
Em resumo, sentar e ficar em pé não são posturas independentes no primeiro trimestre. Mas o bebê mostra sinais do que está para acontecer. Lutando contra a gravidade, ele adquire controle da cabeça e dá um grande passo para vencer a força da gravidade que o havia deixado tão fisicamente dependente no momento do nascimento.
Distingue e reconhece a prestadora de cuidados principal, iniciando-se o desenvolvimento de uma relação privilegiada
Olha para a face dos pais
Segue objetos com os olhos
Reage aos sons
Quando de barriga para baixo, tenta levantar o tórax com a cabeça
Brinca com as próprias mãos
As mãos são trazidas à linha média e contempladas, coordenadamente com a atitude da cabeça e do corpo. Em posição ventral, a cabeça já se ergue a quase 90º e apóia os antebraços com bastante estabilidade. Já iniciam os movimentos de rastejamento. Percebe objetos na linha média. Acompanha com os olhos e movimentos da cabeça um objeto até mais de 180º. Mãos, dedos e objetos são levados à boca e sugados. A criança opõe resistência quando lhe querem tirar um brinquedo. Já consegue distinguir bem as qualidades de sons.
Quinto Mês:
Pode virar-se de um lado para o outro e, às vezes, atingir o decúbito ventral. Já leva os pés à boca. Em decúbito ventral, a cabeça ergue-se bem até 90º. Começa o deslocamento de peso para um dos lados, a fim de liberar um dos braços. Estabilidade incipiente do tronco.
Sexto Mês:
Se a criança se senta, pode-se tirar as mãos por curtos períodos. Ela joga-se, então, para adiante, tendo um controle de peso insuficiente. Quando colocada em pé, apresenta boa simetria da postura, mas não se mantém independentemente. Já pode falar algumas palavrinhas como papai e mamãe.
Sorriso social
Responde à voz dos pais
Tenta alcançar brinquedos suspensos
Explora brinquedos (especialmente com a boca)
Segura a cabeça quando levantado pelo adulto
Movimenta-se com mais facilidade - Rola sobre si próprio.
Balbucia
Sétimo Mês:
Não permanece mais deitadinha, virando-se para um dos lados. Em decúbito ventral, às vezes tenta ficar de gato. Sentada, apresenta bom equilíbrio quando se inclina para frente. Quando segurada pelas axilas, tenta equilibrar-se, mas oscila. A criança agarra objetos e tenta estabilizar-se neste sentido. Objetos menores e maiores são agarrados, quase sempre com a palma da mão. Já existe boa coordenação dos músculos oculares, boa coordenação olho-mão, já acompanha em todos os planos. Já come biscoitos que lhe são dados, bebe em xícara que alguém segura para ela e come com colher.
Oitavo Mês:
Da posição ventral, pode, fletindo-se, passar para a posição de gato. Sentada, já se apóia com rotação muito boa para adiante e lateralmente. Apoiando-se, já consegue ficar em pé. A criança tornou-se muito mais estável e chega à posição ereta embora ainda sem segurança. Assim, do ponto de vista mental, há uma melhor situação e pode, a partir daí, descobrir melhor o seu meio. Movimentos continuados, modificações na posição e tentativas constantes de alcançar alguma coisa no espaço determinam o desenvolvimento.
Nono Mês:
Quase nunca assume a posição dorsal e ventral. Senta-se estavelmente e, quando perde o equilíbrio, reage com contramovimento do corpo. Fica em pé com maior estabilidade e, quando segurada, apresenta bom equilíbrio. Nessa idade, o brinquedo bem agarrado já pode ser atirado. Pega objetos pequenos com o polegar e o indicador (pinça).
Compreensão da relação causa-efeito
Passa os objetos de uma mão para a outra
Noção de permanência do objeto
Apanha pequenos objetos utilizando a sua mão
Senta-se sem apoio
Gosta de brincar de “esconde esconde”
Tenta colocar-se de pé, agarrando-se aos móveis
Reage a situações/pessoas desconhecidas
Começa a entender o significado do “não”
Décimo Mês:
Atinge o sentar sem apoio independentemente, com bastante equilíbrio. Também já fica em pé sozinha segurando em objetos. Passa da posição em pé para sentada e sentada para em pé.A criança fica em pé e tenta largar-se. Anda ao longo dos móveis, engatinha. Por isso, já não se pode deixá-la só.
Décimo Segundo Mês:
Ainda preferem engatinhar, pois é uma locomoção mais rápida, mas já começam a dar os primeiros passos.
domingo, 17 de outubro de 2010
O Brincar e o Desenvolvimento Infantil
Vários autores que trabalham com este tema, o brincar como método de aprendizagem, ressaltam a importância da brincadeira na vida de uma criança. Mais que um método, o brincar proporciona as condições essenciais para o desenvolvimento infantil, pois através dele, a criança poderá desenvolver capacidades importantes que utilizará no decorrer de toda sua vida.
DESCOBRINDO O MUNDO
Desde seus primeiros meses de vida, a criança pratica várias tentativas de ver, de sentir, em fim, de descobrir o mundo à sua volta. Ela procura, através de seu corpo, explorar o ambiente onde está situado.
Piaget supõe que o bebê realiza o processo adaptativo básico de tentar compreender o mundo que o cerca. Ele assimila as informações que lhe chegam na limitada série de esquemas sensório-motores com que nasceu – como olhar, escutar, sugar, agarrar – e acomoda esses esquemas baseado em suas experiências. Segundo Piaget, este é o ponto de partida de todo o processo de desenvolvimento cognitivo.
Esses momentos de exploração são extremamente importantes para treinar o esquema corporal, a lateralidade, a percepção e outras potencialidades necessárias no decorrer da vida, por isso não se deve impedir a criança de praticá-los, pois será a partir deles que ela irá treinar seus movimentos motores, desenvolver sua independência, maturidade e vivenciar novas situações.
A BRINCADEIRA NA ESCOLA
No período pré-escolar, o brincar desempenha forte fator na socialização da criança, pois ela começa a interagir com seus professores e colegas de classe. Esse tipo de situação fará com que o individuo aprenda a se portar de maneira adequada em situações distintas, aprenderá que para se ter uma boa relação, é preciso respeitar regras, respeitar o espaço, opiniões e idéias de outras pessoas, mesmo que não esteja de acordo com as mesmas.
O jogo e o brinquedo proporcionam, sem dúvida nenhuma, a interação ideal entre alunos e professores, por isso, é necessário que eles sejam incluídos como agentes do aprendizado na elaboração do plano pedagógico utilizado.
A FALTA DO BRINCAR
Além dos educadores, a família também possui grande influência nessa questão da inserção das brincadeiras na vida da criança. É preciso que os pais se conscientizem de que o brincar é mais do que somente um passa tempo, elas são uma das formas mais eficientes que a criança possui para conhecer e se inserir no meio em que vive.
Segundo Vigotski (1984, p.162), “ao brincar, a criança está acima da própria idade, acima de seu comportamento diário, maior do que é na realidade”. Na medida em que a criança imita os mais velhos em suas atividades diárias, ela cria oportunidades para seu desenvolvimento intelectual e também social. Por isso a importância da interação dos adultos, sejam familiares ou professores, com as crianças.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A Importância das Etapas do Desenvolvimento Motor nas Crianças de 0 a 6 anos
Hoje em dia se fala que as crianças só faltam nascer falando, pois são cada vez mais articuladas em seu desenvolvimento, não só motor, mas também no sensorial. A verdade é que a gravidez também é diferente daquela dos tempos de nossas avós. Atualmente a mãe grávida, em geral, trabalha fora até dias antes do nascimento, existem uma série de recursos no mercado para cuidar da gestante e do bebê. Os exames de ecografia estão cada vez mais desenvolvidos e a vida está num ritmo bastante acelerado. O bebê, que antigamente tinha uma vida intra uterina tranquila e silenciosa, hoje tem à sua volta uma enormidade de estímulos da vida moderna ainda no ventre materno.
Então chega o dia tão esperado do nascimento. O bebê nasce e junto com ele nasce a família, no caso do primeiro filho. Os recém-nascidos já são espertinhos e logo já nos fitam com seus olhinhos e, quando menos esperamos, já estão firmando a cabecinha, rolando, sentando e caminhando.
As aquisições motoras acontecem gradualmente no desenvolvimento normal. Cada fase tem o seu encanto e eu costumo dizer que dura o tempo necessário que cada criança necessita. Não se deve comparar o desenvolvimento motor de uma criança com a dos coleguinhas nem irmãos, pois cada um é único. Existem, porém, os marcos do desenvolvimento motor normal e devemos estar atentos para suas aquisições conforme a idade da criança, mas tendo sempre em mente que eles pode variar um pouco de situação pra situação.
Existe uma certa ansiedade dos pais para que a criança adquira esses marcos motores exatamente no tempo dito “normal”, ou ainda antes disso. É comum ouvir dos pais orgulhosos: “O Fulaninho caminhou com 10 meses”; ou ainda: “A Beltraninha nem engatinhou, caminhou direto”. No entanto, quando isso acontece, deve-se ficar atento. Muitas vezes a antecipação de fases do desenvolvimento pode refletir em problemas. Usando os exemplos anteriores, uma criança que caminha com 10 meses não tem a maturidade e massa muscular suficiente para tal função, o que pode acarretar acidentes. Uma criança que não engantinhou, não desenvolveu toda a função do tronco e reforço muscular para a caminhada, podendo ter problemas com equilíbrio. Isso também não é motivo de os pais ficarem assustados, mas sim alertas. É necessário ficar atento às fases do desenvolvimento motor em que seu filho(a) se encontra e não estimulá-lo a pular fases.
Outra questão que gera polêmica é o uso do andador. Seu uso não deve ser estimulado por duas razões. A criança que ainda não teria a maturidade para caminhar, com o andador, caminha e corre por todo lado, o que dá a falsa idéia de que a criança já está pronta a realizar estes movimentos, sendo grande causador de acidentes domésticos sérios. A outra razão é que ele não deixa a criança adquirir sozinha noções de equilíbrio e força necessárias para a caminhada, ele facilita artificialmente a experiência motora do bebê não preparando ele integralmente para o caminhar futuro.
Devemos estar sempre atentos e buscar informação e ajuda profissional caso seja necessário. A aquisição das habilidades motoras por parte da criança deve ser acompanhada pelos pais e pela escola. Quanto mais cedo trabalharem-se eventuais dificuldades, mais fácil será para a criança desenvolver-se por completo e no tempo certo. E por último, mas não menos importante, é curtir cada momento e conquista do seu bebê, afinal este tempo não volta mais e costuma deixar muitas saudades.
Então chega o dia tão esperado do nascimento. O bebê nasce e junto com ele nasce a família, no caso do primeiro filho. Os recém-nascidos já são espertinhos e logo já nos fitam com seus olhinhos e, quando menos esperamos, já estão firmando a cabecinha, rolando, sentando e caminhando.
As aquisições motoras acontecem gradualmente no desenvolvimento normal. Cada fase tem o seu encanto e eu costumo dizer que dura o tempo necessário que cada criança necessita. Não se deve comparar o desenvolvimento motor de uma criança com a dos coleguinhas nem irmãos, pois cada um é único. Existem, porém, os marcos do desenvolvimento motor normal e devemos estar atentos para suas aquisições conforme a idade da criança, mas tendo sempre em mente que eles pode variar um pouco de situação pra situação.
Existe uma certa ansiedade dos pais para que a criança adquira esses marcos motores exatamente no tempo dito “normal”, ou ainda antes disso. É comum ouvir dos pais orgulhosos: “O Fulaninho caminhou com 10 meses”; ou ainda: “A Beltraninha nem engatinhou, caminhou direto”. No entanto, quando isso acontece, deve-se ficar atento. Muitas vezes a antecipação de fases do desenvolvimento pode refletir em problemas. Usando os exemplos anteriores, uma criança que caminha com 10 meses não tem a maturidade e massa muscular suficiente para tal função, o que pode acarretar acidentes. Uma criança que não engantinhou, não desenvolveu toda a função do tronco e reforço muscular para a caminhada, podendo ter problemas com equilíbrio. Isso também não é motivo de os pais ficarem assustados, mas sim alertas. É necessário ficar atento às fases do desenvolvimento motor em que seu filho(a) se encontra e não estimulá-lo a pular fases.
Outra questão que gera polêmica é o uso do andador. Seu uso não deve ser estimulado por duas razões. A criança que ainda não teria a maturidade para caminhar, com o andador, caminha e corre por todo lado, o que dá a falsa idéia de que a criança já está pronta a realizar estes movimentos, sendo grande causador de acidentes domésticos sérios. A outra razão é que ele não deixa a criança adquirir sozinha noções de equilíbrio e força necessárias para a caminhada, ele facilita artificialmente a experiência motora do bebê não preparando ele integralmente para o caminhar futuro.
Devemos estar sempre atentos e buscar informação e ajuda profissional caso seja necessário. A aquisição das habilidades motoras por parte da criança deve ser acompanhada pelos pais e pela escola. Quanto mais cedo trabalharem-se eventuais dificuldades, mais fácil será para a criança desenvolver-se por completo e no tempo certo. E por último, mas não menos importante, é curtir cada momento e conquista do seu bebê, afinal este tempo não volta mais e costuma deixar muitas saudades.
* artigo escrito para o Informativo Eletrônico da Escola Pólo Infantil.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Começando a vida intra net...
É com prazer e entusiasmo que inicia-se este blog sobre as questões que envolvem a fisioterapia pediátrica. Seus tratamentos, técnicas, prevenções, intervenções e orientações para familiares e escola.
Nossa intenção é também receber a sua opinião e dúvidas sobre os assuntos postados, interagindo de forma a criar um espaço para troca de experiências.
Pesquisas realizadas vêm comprovando a importância da atuação na prevenção, detecção e atendimento precoce. As crianças atendidas em programas de intervenção precoce necessitam de menor assistência no futuro.
Toda criança tem sua carga de experiência própria, é um ser especial, único e tem o direito de ser tratada como tal, ter total liberdade para explorar todo o universo que a cerca, seja ela normal ou portadora de alguma limitação. A implantação de um programa de estimulação precoce simultâneo ao acompanhamento do desenvolvimento de cada criança é de responsabilidade daqueles que formam o mundo atuante da promoção da saúde e dos pais e/ou responsáveis que convivem no dia a dia da criança. Desta forma, cria-se condições para que a criança desenvolva integralmente suas habilidades motoras, pois estimular é oferecer à criança situações, pessoas e objetos que tenham significado, despertando assim, desejo de agir, ou reagir sobre os estímulos que lhe são oferecidos.
Nossa intenção é também receber a sua opinião e dúvidas sobre os assuntos postados, interagindo de forma a criar um espaço para troca de experiências.
Pesquisas realizadas vêm comprovando a importância da atuação na prevenção, detecção e atendimento precoce. As crianças atendidas em programas de intervenção precoce necessitam de menor assistência no futuro.
Toda criança tem sua carga de experiência própria, é um ser especial, único e tem o direito de ser tratada como tal, ter total liberdade para explorar todo o universo que a cerca, seja ela normal ou portadora de alguma limitação. A implantação de um programa de estimulação precoce simultâneo ao acompanhamento do desenvolvimento de cada criança é de responsabilidade daqueles que formam o mundo atuante da promoção da saúde e dos pais e/ou responsáveis que convivem no dia a dia da criança. Desta forma, cria-se condições para que a criança desenvolva integralmente suas habilidades motoras, pois estimular é oferecer à criança situações, pessoas e objetos que tenham significado, despertando assim, desejo de agir, ou reagir sobre os estímulos que lhe são oferecidos.
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